Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora
Na hipótese de uma gestão de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República que disputará o segundo turno das eleições com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será necessário equilíbrio nas negociações do agronegócio com China e Estados Unidos.
A avaliação foi dada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, 12.
Questionada sobre as relações comerciais do setor com seus principais parceiros, ela ressaltou que a China é a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil e os EUA são o maior mercado do mundo. Com isso, ela acredita que Flávio Bolsonaro precisaria ver o que é importante para o país na hora de negociar.
“Eu nunca conversei com Flávio sobre como ele vai encaminhar. O que eu tenho certeza é que, quando a pessoa se senta naquela cadeira (da Presidência), as responsabilidades mudam”, disse a senadora. “O equilíbrio vai ser colocado à mesa nas negociações”, acrescentou.
Segundo ela, este equilíbrio será o mesmo que “fizemos no passado”, em alusão ao período em que Bolsonaro foi presidente.
Sobre a política de tarifas comerciais adotada pelo governo do americano Donald Trump, a senadora ressaltou que foi uma medida adotada contra vários países do mundo e não somente o Brasil e, assim como houve com os produtos brasileiros, precisou ser revista pelos EUA.
No primeiro turno das eleições para a Presidência, Flávio Bolsonaro ficou com 47,03% dos votos e saiu vitorioso sobre Lula, que teve 45,16%. O segundo turno será disputado no dia 25 de outubro.
Líder da Casa
Tereza Cristina também reforçou seu desejo de presidir o Senado durante sua atual gestão como senadora pelo Estado de Mato Grosso do Sul. “Sempre disse que gostaria de ser presidente do Senado”, declarou. “Nunca se teve uma mulher presidente da Casa e talvez eu não tenha outro mandato”, completou.
Para alcançar este posto, sendo uma liderança de centro-direita, ela observou que precisa estar “bem com os pares”. No entanto, conversas já tem sido feitas com os senadores e a perspectiva é otimista para o resultado das articulações.
“Tenho algumas coisas que podem ajudar no encaminhamento da minha vontade”, disse Tereza Cristina sem dar detalhes.
Apesar desta mobilização, será necessário aguardar como ficará o Senado após o fim do processo eleitoral que está em curso no país.
Nayara Figueiredo
Via Novacana

