Usina Coruripe projeta moagem de 25 milhões de toneladas para os próximos anos

A Usina Coruripe, uma das líderes do setor bioenergético no Nordeste, completa um século de operações em 2025 e projeta um futuro de crescimento aliado à responsabilidade socioambiental.
Em entrevista ao JornalCana, Mário Lorencatto, presidente da empresa, detalhou as estratégias que garantem a competitividade do negócio diante dos desafios climáticos e econômicos, projetando uma moagem de 25 milhões de toneladas para os próximos anos.
Turnaround e expansão sustentavel
A Coruripe realizou um profundo redesenho em sua gestão, resultando na duplicação da geração de caixa operacional e na redução do endividamento líquido/EBITDA.
“A Coruripe, nos últimos sete anos, realizou um turnaround na gestão e nos resultados, permitindo a retomada da capacidade de geração de caixa operacional, que dobrou no período. Houve uma redução significativa do indicador de endividamento líquido/EBITDA, de 3,0x na safra 2019/20 para 1,6x estimados na safra 2024/25”, afirmou Lorencatto.
“Em um ambiente macroeconômico mais estável, principalmente no que se refere aos juros, a Coruripe estará pronta para capturar oportunidades de crescimento, executando seu planejamento estratégico de expansão para atingir a moagem de 25 milhões de toneladas nos próximos anos, mantendo o foco na produção de açúcar, etanol e energia sustentável”, avaliou Lorencatto.
O executivo destacou o compromisso com o “lucro admirável”, conceito que integra segurança operacional, responsabilidade socioambiental e geração de valor para acionistas, colaboradores e comunidades.
Safra 2024/25: resiliência frente a adversidades
Apesar da estiagem severa no Nordeste e das queimadas no Centro-Sul, que impactaram a produtividade, a Coruripe deve fechar a safra 2024/25 com resultados operacionais próximos às metas iniciais. A eficiência comercial e a valorização dos preços do açúcar e do etanol foram decisivas para mitigar perdas.
“Do ponto de vista financeiro, o ambiente de juros mais elevado pressionou o resultado da safra 2024/25; contudo, a relação de endividamento líquido/EBITDA deve encerrar em níveis saudáveis de 1,6x”, ponderou Lorencatto.
Perspectivas para 2025/26: cautela e otimismo
Para a próxima safra, a expectativa é de uma moagem 1% menor no grupo, alinhada à projeção de queda de 1,5% no Centro-Sul do país. No Nordeste, porém, a Coruripe prevê aumento de produção.
“Em termos de preços, a safra 2025/26 deve iniciar com 75% de fixação no açúcar VHP, em níveis similares aos da safra 2024/25. Para o etanol, o cenário é mais positivo, com preços acima do período anterior”, avaliou o presidente da Coruripe.