Lei dos Bioinsumos e condições climáticas adversas são temas de discussões na Comissão Nacional da Cana-de-açúcar

Reunião previu condições para a produção nos próximos meses
A reunião feita pela Comissão Nacional de Cana-de-açúcar, nesta terça-feira (25), abordou as questões de incentivo ao uso de bioinsumos e as ondas de calor em várias regiões brasileiras. Tendo sua abertura feita por Eduarda Lee, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o encontro também teve a participação de representantes e entidades das federações estaduais e do assessor do Núcleo de Inteligência de Mercado, Carlos Eduardo.
No encontro, a nova Lei dos Bioinsumos foi o tópico apresentado por Letícia Fonseca, assessora técnica da CNA. Sancionada no final de 2024, a legislação estabelece o novo marco regulatório para bionsumos no Brasil. De acordo com Letícia a medida é considera um avanço por fortalecer a segurança jurídica e instituir meios sustentáveis no uso de produtos biológicos na produção.
“Também tivemos a aprovação de diversos outros projetos legislativos voltados à descarbonização e incentivo a tecnologias de baixa emissão de carbono, como o Combustível do Futuro e o Paten”, disse Eduarda Lee, que destacou as principais conquistas do setor em 2024.
Ela ainda explicou como a aprovação da lei que garante aos produtores independentes de biomassa destinada à produção de biocombustíveis influenciou nas receitas da comercialização de créditos de descarbonização (CBios). “A CNA realizou o seminário AgroEnergia, que reforçou o seu comprometimento com a transição energética sustentável, dentre várias outras ações no âmbito da Comissão de Cana” acrescentou ela.
Ainda na reunião, Mozar Salvador, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), falou sobre as condições climáticas adversas recorrentes no Brasil, e destacou as ondas de calor que afetam muitas regiões do País. Mozar fez o alerta sobre a baixa umidade do solo, a elevação das temperaturas desde 2023 e o impacto nas secas.
“Teremos mais uns três meses, no máximo seis, em que estaremos com efeitos do La Niña, para depois entrarmos num período de estabilidade climática” disse ele. Sobre o fenômeno que se iniciou em dezembro de 2024.
Fonte: DATAGRO
Imagem - Portal do Agronegócio