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Brasil precisa discutir contrapartidas de novas energias, afirma Alexandre Silveira

Brasil precisa discutir contrapartidas de novas energias, afirma Alexandre Silveira

Ao discutir políticas para novas fontes de energia, como hidrogênio de baixo carbono e energia eólica offshore, o Brasil deve colocar na mesa as contrapartidas que serão deixadas para a sociedade, defendeu nesta segunda-feira, 27, o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD). Silveira participou da terceira reunião do grupo de trabalho de transições energéticas do G20, em Belo Horizonte. São três eixos prioritários elencados pela presidência brasileira: reduzir o custo do financiamento, incorporar a dimensão social na transição energética e impulsionar os combustíveis sustentáveis. Segundo o ministro, o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento onde a energia é financiada pelo consumidor e não há mais espaço para subsídios a fontes que já se pagam. “Para estimular a eólica, nada foi feito de contrapartida social porque era uma fase ainda para dar subsídio para crescer a indústria de renovável. Agora, na minha opinião, cessa a necessidade de o consumidor brasileiro pagar mais para estimular a eólica. Ela já anda por si só, seja por causa do hidrogênio verde, seja por causa da indústria, que ela pode vender direto”, afirma. Ele ainda disse que é preciso “aceitar menos pressão do mercado financeiro e abrir mais espaço para política pública”. “Nós temos que discutir contrapartida para essas fontes de energia. Não estou dizendo taxar. É discutir alternativas de contrapartida social para fontes de energia e para mineração, porque não há transição energética sem lítio, sem cobre. Agora, como fazer é um desafio porque ela tem que ser sustentável e segura. As empresas não podem fazer do jeito que elas querem. Sabe qual é o grande desafio que o Brasil vive nesse momento? Se tornar o estado necessário”, completou. Silveira também defendeu que o Brasil ainda tem vocação para geração hidrelétrica, apesar de críticas de organizações ambientais, principalmente através das pequenas centrais (PCHs), e disse que quer voltar a discutir essa fonte. “É energia limpa, renovável, de pouco impacto ambiental e contrapartida social enorme”. Energia como ponto de inflexão O Nordeste brasileiro reúne R$ 165 bilhões em investimentos em eólica e solar previstos para entrar em operação em 2025. Só no hidrogênio verde, um único hub no Ceará tem mais de R$ 30 bilhões previstos, de acordo com o MME. “A energia vai ser o ponto de inflexão no mundo ainda nessa década. Com a era do hidrogênio verde, com a era da exportação, da quebra de molécula do etanol, você vai fazer com que a energia seja o principal fator de inflexão no mundo”, disse o ministro. Ele ainda completou: “Hidrogênio verde produz amônia, a amônia produz a ureia. Nós somos importadores. Nós somos o oitavo maior consumidor de nitrogenados no mundo e só produzimos 5% de nitrogenados no Brasil. Isso é segurança alimentar”. Etanol na transição global Como presidente rotativo do G20, o Brasil também quer aproveitar a oportunidade para abrir novos mercados para os biocombustíveis. Em entrevista à agência EPBR, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, disse que a grande entrega que o Brasil está fazendo com o G20 é mostrar a capacidade de descarbonização do etanol. “Por incrível que pareça, é algo que ainda é muito desconhecido em muitos lugares do mundo. Então, [mostrar] o nível de redução de emissões que o etanol já está promovendo neste momento é uma entrega bastante importante”, afirmou. Outra agenda é o potencial dos carros híbridos, que combinam eletrificação e biocombustíveis. Parte dos mais de R$ 100 bilhões em investimentos anunciados por montadoras no Brasil este ano miram a tecnologia, defendida pela indústria de etanol como um caminho para garantir a operação do setor, ao mesmo tempo em que acompanha o movimento internacional de eletrificação. “A tecnologia híbrido flex é uma promotora de investimento no Brasil. A gente percebe que mostrar esse grande ativo que o Brasil tem para o mundo tem sido um grande divisor de águas”, afirma Gussi. Além dos elétricos, o setor mira novos combustíveis para aviões e navios, e até mesmo hidrogênio. “O etanol e o biometano figuram entre as principais rotas para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês), para a produção de combustível marítimo sustentável e todo o processo de hidrogênio. O etanol tem se revelado como uma bela forma de armazenar e de transportar hidrogênio”, completa o CEO. Nayara Machado - NovaCana

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